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3 dicas simples para ter boas conversas com seu filho

Não dá para escutar e pensar ao mesmo tempo. É preciso foco e concentração para compreender o que o filho fala...



Quem nunca disse alguma dessas frases:

“Filho, pode falar que eu estou te ouvindo”, enquanto mexia no celular...

Ou, ouvindo o desabafo de uma filha, respondeu com a melhor das intenções: “Enquanto você falava, eu fiquei aqui pensando que você podia fazer isso ou aquilo bla bla bla...”


A gente tem certeza de que consegue fazer duas coisas ao mesmo tempo, não é mesmo? Ainda mais escutar e responder, que são atividades tão automáticas... Moleza!


Pois é... Os fãs das multitarefas que me desculpem, mas escutar é uma monotarefa! Exige foco, concentração e tem um monte de estudos da neurociência provando isso...não dá para escutar e pensar ao mesmo tempo!


Precisamos de um tempo para processar o que foi dito antes de dar uma resposta. Sem isso, quem manda na conversa é o “piloto automático” e, com ele, caímos naquela situação de “ouvir para responder e não para compreender” o que o filho está nos dizendo.


Ao darmos essas respostas impulsivas, automáticas, sem refletir, nossa comunicação fica truncada e não tem como gerar boas conversas. Corremos muito risco de:

- Não perceber os sentimentos escondidos na fala do filho;

- Minimizar, diminuir o que o filho está sentindo: “isso não é nada”, “Vai passar”;

- Fazer julgamentos, se o que foi dito é certo ou errado;

- Dar conselhos imediatos, que nem dão tempo para o filho pensar em algum jeito de resolver a questão;

- Parecer, mas não ter disponibilidade para a conversa. Não estamos ali de corpo e alma.


Algumas dicas simples podem ajudar na nossa concentração, aumentando a chance de termos conversas mais bacanas:

1. Deixar o celular de lado;

2. Interagir com pequenas palavras: hum, sei, ahã, é mesmo?, entendi, nossa...;

3. Enviar “mensagens não verbais” de que estamos prestando atenção: olhar nos olhos, descruzar os braços, assentir com a cabeça... Afinal, o corpo também fala!


Enfim, podemos ter uma postura de quem realmente está interessado em escutar o que o filho está dizendo.


Desejo boas conversas para vocês!